domingo, 22 de janeiro de 2012

Meu mundo particular!

Não sou para todos... Gosto muito do meu mundinho... Ele é cheio de surpresas, palavras soltas e cores misturadas. Às vezes tem um céu azul, outras tempestade. Lá dentro cabem sonhos de todos os tamanhos. Mas não cabe muita gente. Todas as pessoas que estão dentro dele não estão por acaso. São necessárias...
Caio Fernando Abreu












quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Tudo o que sou x Tudo o que queria ser




Todos os dias penso em como é cruel ter que escolher uma carreira no auge da adolescência. Estamos crus, não sabemos de nada e nem queremos saber, são tantas ilusões, medos, incertezas. Tudo bem, a vida se resumia em colégio, Malhação, amigas, shopping, namoradinhos e msn! Simples assim!

Ou não tão simples.

Me defino hoje como uma pessoa que vive constantemente em crise existencial. A carreira me decepciona, as pessoas me decepcionam. Descobri que vilãs de novelas mexicanas existem. E a minha lista do "eu gostaria de ser/fazer" apenas aumenta.

Será que é mesmo difícil assim me sentir plena, feliz? Não sou uma pessoa difícil de agradar, aliás, já disse isso trilhões de vezes aqui. Faço amizades até em ponto de ônibus. Chego a ser idiota por acreditar na "bondade" das pessoas.

Então porque a sensação de frustração apenas aumenta? Eu vejo luz no fim do túnel, mas sinceramente, não sei a cor dela. Isso, sou sensível, 100% água, 100% emoção. O equilíbrio com a razão passa longe, muito longe.

Talvez seja por isso: descobri que coisas mecânicas me cansam, me consomem, me frustram. Hoje sou o que imaginava ser, mas não o que esperava, não o que planejo, e, definitivamente, não o que quero.

Mas será que preciso ganhar na mega sena pra mudar? Pra ter coragem? Ou apenas ouvir meu coração?

  1. Morar em outro país;
  2. Aprender italiano;
  3. Aprender francês;
  4. Conhecer a Índia;
  5. Praticar meditação;
  6. Piano;
  7. Mestrado;
  8. Curso de História da Arte;
  9. Curso de Gastronomia;
  10. Minha livraria;
Claro que minha lista iria noite adentro, mas pouparei meus poucos mas queridos leitores disto. Afinal, quem me conhece já sabe de cor e salteado tudo isso.

O jeito é respirar fundo, contar até dez, e ter coragem, muita coragem.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

"Top 5" 2011

Nada melhor que começar um ano fazendo um balanço geral do ano que acabamos de fechar, mais um ciclo completo! E nesta retrospectiva, me delicio em relembrar muitas coisas, mas seja bem vindo "Top 5"!

5. Mudança de Emprego
Ai, comodismo, você me pegou de jeito, me abraçou e não queria me largar por nada. Mas em 2011 finalmente consegui me livrar de você!
É, mudanças são absurdamente difíceis, mais indispensáveis pro nosso crescimento, seja profissional, pessoal ou espiritual. Largar a rotina deliciosa ao lado, mais do que colegas de trabalho, de amigas incríveis, realmente dilacerou meu coração. Tive que ser forte, determinada e quase desidratar de tanto choro. Mas Papai do Céu me mandou uma resposta muito antes do que eu esperava!
Portanto, viva o desapego, adeus comodismo e bem vindo novo trabalho, novas experiências, energias, pessoas, aprendizado e crescimento!

4. Shows, shows e shows!!!
E esse foi, definitivamente, o ano dos shows! E quantos! Adoreeeeeei curtir cada um deles mas um em especial!
Vamos lá: teve Avril Lavigne, All You Need Is Love, Capital Inicial, Pato Fú, Milton Nascimento com Roberta Sá e Maria Gadú, Lô Borges, Red Hot Chilli Peppers, Samuel Rosa e Lô Borges, Maria Gadú, Snow Patrol, e o mais emociante de todoooos, Aerosmith!!!! 2011 entrou pra história em muitos aspectos!!!!

3. Viagem Internacional? Cheguei na primeira: MÉXICO!
Mais do que sair do país, ir fazer comprinhas ou ir pra um centro turístico mega visado. Um amigo, uma oportunidade e uma viagem incrível, cheia de sabores, risos, cores e culturas!
Conhecer o México foi uma experiência única, não só por ser minha primeira viagem, sozinha, e pra um país que estava bem malfalado pelo tal do narcotráfico.
Como não me emocionar com o Complexo de Guadalupe? Com as pirâmides de Teotihuacan? As incontáveis igrejas de Puebla? Os tacos maravilhosos? A infinidade cultural no Museu Nacional de Antropologia? A receptividade e o carinho de todos mis hermanos mexicanos?
Indescritível e Inesquecível!

2. Presentes! Ebaaa, presentes!
Já virou tradição eu ser abençoada com presentes todos os anos! E são os melhores presentes que se pode imaginar! Um novo amigo, um amigo verdadeiro, de amizade recente mas que parece ser coisa de outra vida... Sou agraciada todos os anos! Duvida?

2007: Lívia e Ana Cristina
2008: Marquinhus e Yamini
2009: Ret
2010: Bartira
2011: ?????

Esse ano superou toda e qualquer expectativa! Claro, uma irmã mais nova (boneca!), uma irmã pretinha, e uma amiga para as melhores gargalhadas, mas é a que garante o tapa na hora de acordar! rss!

2011?? Alice, minha pequena Boneca! Taline, minha irmã pretinha! Nat, sem tapas, flor, ou assim você me mata!

E preparem-se para o Top 1! Mas esse nem é segredo pra ninguém!

1. Amour!
As vezes um dia de trabalho parece uma eternidade. E o que dirá de 8 anos de espera?
É, muitos dizem que minha vida parece novela mexicana! Eu tenho certeza! Mas novela mexicana com final feliz!
Demorou, mas nada que um show do Pato Fú, um do Lô Borges e um oi inesperado em uma manhã de domingo não pudessem resolver!
O amor resolveu aparecer e ficar de vez por aqui! E sem dúvidas que esse é o Top 1 de todos os tempos!
Carinho, cumplicidade, cuidado, amor, amizade, conversas, gargalhadas, filmes, viagens, shows, surpresas, passeios, aniversários, família doida, novos pais, planos, futuro, sonhos, realidades! Vazio não mais, agora me sinto inteira, completa! Obrigada por ser meu Top 1! Amo-te!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Callcenter



Parafraseando a "Regra Três"




Na "Regra Três" de Vinícius de Moraes eu já cheguei nos cinco.



Afinal, cansamos não apenas do rapaz que abusa da tal regrinha básica: na prática, o menos sempre vale mais.



Eu chorei, como chorei e quanto chorei. Parei com a mania, ao menos publicamente (Vinícius que me perdoe, mas Hebert Viana disse que é quando chega a noite que você pode chorar).



Resolvi ficar. Muitas vezes não tive coragem, usei do comodismo e só resolvi ficar. A história mais uma vez se repete.



Os momentos felizes tem tamanha força e intensidade que deixam raízes não só no penar. Elas crescem no coração, na alma.




A esperança dormiu há tempos, deve anar escondida por aí. Eu também já cansei de perdoar. Mas afinal, o perdão é ainda o melhor remédio e indispensável.



É, tem sempre o dia em que a casa cai, o apartmaneto cai, o escritório cai, o respeito cai. Aprendi a ser paciente e muitas vezes surda. Era necessário.



Já curto o meu deserto, mas ansiando que ele dê lugar às flores novamente.



A lâmpada continua acesa. Já a tristeza, essa entra, sai, tenta entrar de novo. Imagino a tristeza vendo a vida como "a casa da mãe joana".



O cházinho fica sempre por perto. Bebida não, cansei dessa vida. Além do mais, engorda.



Vinícius afirmou "pode estar certo que vai chorar". Choro por tudo, não nego. Sou sensível. Em público não mais.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Redescobrindo o meu ser

É, eu até que tentei repaginar o meu blog e fazer um pré NY animadíssimo. Mas rapidinho apareceu aquele vazio apenas por ter consciência de que não teria meu lugarzinho de desabafo..

Hoje eu estou me sentindo um tanto "Creep", como canta Radiohead:

I wish I was special
But I'm a creep
I'm a weirdo
What the hell am I doing here?
I don't belong here.

Talvez seja apenas mais uma de minhas incontáveis crises existenciais, ou uma grande necessidade de mudança em minha vida, não sei, ainda não me decidi.

De algum tempo para cá ando questionando imensamente algumas de minhas escolhas. Mas a principal delas é a profissional, claro.

Não acredito em cartomantes (só quando ela é minha amiga-irmã!), acho que elas utilizam de nossas reações para contar o que queremos ouvir, ou o que já sabemos mas ali somos obrigados a enxergar.

Não briguem comigo por isso, mas um dia desses cismei de ir a uma cartomante. Animação total, achei que sairia de lá com a vida resolvida, ou pelo menos algumas receitinhas pra chegar a isso com mais facilidade.

Lembro claramente quando ela me disse: "Não sei o que você faz, mas você está na profissão certa. Você nasceu pra isso."

Até dois meses atrás eu acreditei piamente nela: "Nasci pra ser advogada", "É difícil, tenho que ser paciente, o caminho é longo, mas valerá a pena", "coragem", e outras cositas mas..

Mas sério, que maturidade eu tinha aos 18 anos pra escolher o que eu faria pelo resto da minha vida?

Que me garantiu que essa escolha era a correta (ou menos errada) e que eu não ia querer mudar no futuro?

Por que te abandonei e nem sequer olhei pra trás, jornalismo?

Não é a área, a profissão ou até mesmo o stress do dia a dia que me decepcionou. Foram as pessoas. Lidar com gente é difícil. Mas tão difícil que não poucas vezes cogito ir pra Bali ou pra um Ashram indiano e repensar a vida (bem à la "Comer, Rezar, Amar" mesmo).

No fundo acho que sinto falta de gratidão, de ver olhos brilhando, pessoas realizadas ou com um mínimo de satisfação, de amor, brindando à vida pelas pequenas coisas. Mas só consigo ouvir palavrões, críticas e reclamações de tudo e todos por menor e mais insignificante que sejam as coisas.

Uma coisa é certa: não estou no caminho que eu gostaria. Posso sentir isso em meu coração. Um pouco de comodismo me trouxe até aqui, mas há tempo que dei tchau pra ele.

Decisão. A palavra do momento é decisão. Encontrar não uma solução, mas uma forma de viver que me faça plena, feliz, realizada.

Quem sabe a livraria dos meus sonhos, meu curso de história da arte, minhas aulas de piano, leituras de partituras, morar em outro país, ver o pôr do sol na praia (aceito "a sua" companhia e sugestões)...
Mário Quintana escreveu que "Sonhar é acordar-se para dentro". Chegou a hora de acordar e refletir todos os anseios para que eu possa, finalmente, refletir quem eu sou.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Selva de Pedras - Manual de Sobrevivência I e II

Muitos com certeza acharam louco o novo título do meu blog.

Em minha fase atual de vida tenho uma frase de efeito bem Barney: "Vivo em uma selva de pedras e esqueceram de me avisar pra trazer o cipó".

Simmmm!!!! Mas concentro cada coisinha do meu pensamento nos poucos dias que faltam pra NY!

Então, aí vão as primeiras dicas o meu pequeno Manual de Sobrevivência pré NY:

1. Um dia de cada vez - ao acordar e lembrar que o número ainda tá acima da casinha de 70, respire fundo (mais fundo, beeeeem mais fundo), e viva um dia de cada vez. Confesso que a nostalgia me ajuda e conforta bastante, então eu me concentro nas lembranças de quando eu vivia em NY, da sensação do vento batendo nos meus cabelos quando eu pedalava no Central Park, ai que saudade...

2. Mantenha sua dignidade e respeito intactos - quando alguém começa logo cedo a me xingar da forma mais inescrupulosa possível, se achar "A" chefe, der pitis, a gente respira fundo mais uma vez e não desce do salto. NY é puro glamour, baby! Pensamento positivo na Big Apple!

Amanhã tem mais! beijo!