segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

De volta ao planeta Terra...

Pode-se considerar um período de recesso, uma ressaca, ou até um longo período de hibernação como fazem os ursos polares.
Mas seguindo o exemplo da fênix e ressurgindo das cinzas, eis-me aqui devaneando outra vez..
Nada de nuvens cor-de-rosa, sonhos românticos ou príncipes encantados.. O mundo agora é outro: as princesas também viram sapos.
E quem disse que não temos o nosso dia de sapo??? Nos sentimos feias sim, sem vontade de largar o edredom fofinho, com uma vontade imensa de ficar presa apenas ao chocolate e à querida Jane Austen, a salvadora dos romances perfeitos (embora utópicos - desculpem-me, mas sou obrigada a admitir).
Mas sempre tem a luzinha que brilha, o amigo que aconchega (pra esse meu dou nome sem medo de errar - Marcus, Marcus Vinícius!), a vontade de sonhar, o ideal de que o trabalho faz crescer, a vontade de aprender, a luz, a força e o equilíbrio que aprendemos a manejar a cada dia.
Eu sou assim, uma Amelie Poulain.. Não mudei desde que escrevi os meus últimos posts, mas tenho aprendido algumas cositas (o espanhol anda me perseguindo, aliás, tienes descuento???): me amar, me valorizar antes de qualquer pessoa, não tenho preço, apanho, fico calejada sim, mas aprendo, não tenho medo de errar, de me arriscar, de me apaixonar perdidamente, desde que o mocinho queira se apaixonar por mim também, e o principal, a teoria que sempre defendo, repito e digo: tudo na vida é recíproco. Dai que receberás, plantas o que colhes, e pra aqueles que preferem, venha a nós e vosso reino!
Estou longe de ser perfeita, mas sempre consciente de dar o melhor de mim, o meu máximo, meu tudo, meu eu... O se não existe. O agora sim. Abro meu coração em busca de um peito aberto pra me amparar, abraçar, cuidar e dar o melhor de si. Pois como diz o velho ditado, ao lado de um grande homem, existe uma grande mulher. E quero estar sempre ao lado.
É, acho que exagerei nos devaneios por hoje. Mas sonhar é bom, pelo menos por isso ainda não pagamos imposto no Brasil.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Degustação



Existem vaias práticas sociais altamente utilizadas de degustação: seja de um bom vinho, um chocolate, um prato sofisticado, uma carne, enfim, geralmente todas associadas ao paladar.

Mas acredito que degustar não esteja resumido a isso. Como já muitas vezes falado, minha romancista favorita é a Britânica Jane Austen, e todas as vezes que leio qualquer de suas obras, demoro uma eternidade, ao contrário do que acontece com qualquer outro livro.

Isso é por pena que o livro logo termine? Talvez seja também, mas não só isso. Eu realmente degusto as obras dela, sou uma “Janeaustiana” de carteirinha. Adoro a forma como ela retrata a sociedade da época, os diálogos formais, a descrição das roupas e das casas, e aquele romance com um toque de mel, mas com um desenvolvimento harmonioso e apaixonante. Um bom livro, um bom romance e muito bem escrito.

Mas degustar ainda não se limita à leitura. Assim escreveu Rubem Alves em “Sobre simplicidade e Sabedoria”:

“Sabedoria é a arte de degustar. Sobre a sabedoria Nietzsche diz o seguinte: “A palavra grega que designa o sábio se prende, etimologicamente, a sapio, eu saboreio, sapiens, o degustador, sisyphus, o homem do gosto mais apurado. “A sabedoria é, assim, a arte de degustar, distinguir, discernir. O homem do saberes, diante da multiplicidade, “precipita-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço.“ Mas o sábio está à procura das “coisas dignas de serem conhecidas“. Imagine um bufê: sobre a mesa enorme da multiplicidade, uma infinidade de pratos. O homem dos saberes, fascinado pelos pratos, se atira sobre eles: quer comer tudo. O sábio, ao contrário, para e pergunta ao seu corpo: “De toda essa multiplicidade, qual é o prato que vai lhe dar prazer e alegria?“ E assim, depois de meditar, escolhe um...

A sabedoria é a arte de reconhecer e degustar a alegria. Nascemos para a alegria. Não só nós. Diz Bachelard que o universo inteiro tem um destino de felicidade.

(...)

As coisas que restam sobrevivem num lugar da alma que se chama saudade. A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas foram as experiências que deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o rosto da eternidade refletido no rio do tempo.”


Degustem mais. Leiam mais. Amem mais. Sejam pessoas mais sábias, mais simples, mas alegres e felizes. Sintam saudade. Saudade das coisas boas que passaram. Aprendam. Aprender a ouvir e a perdoar. Queiram ser pessoas mais cultas, interessadas nas artes pequenas e escondidas. Deixem que o vento bagunce os seus cabelos. Comam mais chocolate: dizem que chocolate deixa as pessoas mais felizes. Tenham amigos em quem confiar. Tenham amores que sejam também amantes. Viva. A vida é agora. Deguste a vida em toda a sua plenitude. E por favor, seja um “Janeaustiano”!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Homem Perfeito


Um dos filmes que vi mais vezes (para o desespero da minha irmã!) chama-se "Paixão de Aluguel", no título original "The Perfect Man". A história é sobre uma filha que, cansada de mudar de cidade a cada relacionamento frustrado de sua mãe, inventa um homem perfeito pra que ela se apaixone e elas finalmente não mudem mais, podendo ter uma vida normal.

Mais um exemplo. Hoje fui ao cinema assistir "Novidades no amor". Filme excelente, imprevisível, engraçado e com aquele cara que faz a gente pensar que o mundo é cor de rosa.

Deu pra entender? O cinema, os livros, as novelas, as propagandas, tudo nos leva a crer que o homem perfeito existe. Bobagem. Pura utopia. Até a minha escritora favorita, Jane Austen, tentou me enganar (Nada de Mr. Darcy, meninas!). Acho que até meu conceito de perfeição (perfeito é quando aceitamos a pessoa tal qual ela é) já caiu em desuso.

E quando ficamos encantadas com o convite de um cineminha cult?
E quando nos acompanham em shows que nem ao menos conhecem o artista?
E quando aparecem de surpresa com aquele chocolate?
Só tenho uma coisa a dizer: propaganda enganosa, e expressamente proibida pela legislação brasileira, mais especificamente, no nosso Código de Defesa do Consumidor.

Claro! Mais hora, menos hora, os mocinhos mostram que não caíram de cabeça na sua vida vindo diretamente de um romance Hollywoodiano.

Mas o que seria do amor se ele fosse apenas açúcar??? As pessoas não se conheceriam, um não faria o seu par crescer e nem querer se tornar uma pessoa melhor. Pois é isto que acontece. Gosto de quem me faz crescer, me faz ver que erro, mas que graças a ele eu quero ser alguém melhor, que me faça me sentir viva, que faça meu mundo ter cor! E não só açúcar...

Como cantou a Roberta Sá em seu "Samba de Amor e Ódio",

Não há o bem sem o mal
Nem há amor sem que uma hora
O ódio venha
Bendito ódio,
Ódio que mantém a intensidade do amor
Seu ardor, a densidade do amor, seu vigor
E a outra face do amor vem a flor
Na flor que nasce do amor

Então que se misture o açúcar, o sal, a pimenta e tempere o amor! Porque aí sairá da vida não o homem perfeito, mas o homem real, que vai ser motivo de briga muitas vezes, mas sempre estará lá pra secar suas lágrimas e fazer um cafuné até que você pegue no sono...

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Adeus mau humor!

De volta ao meu blog e com muito bom humor, sempre!!!Este post será dedicado então, a todas as pessoas que preferem levar a vida de forma azeda, mau humorada e quem sabe até chupando limão no café da manhã.

“Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarinho, flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor”

Não sou pessoas de muitos amigos, pois como disse uma vez citando Aristóteles, “ter muitos amigos é não ter nenhum”. Mas inimigos não... Aliás, não gosto nem mesmo da palavra, que em uma definição informal encontrei “que ou o que odeia alguém, que procura prejudicá-lo”.

Discordando de Cazuza, e que o poeta, por favor, me perdoe, mas Faz parte do meu show usar da minha educação. Não adianta, sou assim! E mesmo com as pecinhas mais mau humoradas que aparecem por aí...

Mas o mau humor de alguém pode ser cômico. Não acreditam? Vejamos um exemplo clássico: Lily Allen, cantora inglesa que adoro, me diverte com o seu mau humor! Uma de suas músicas mais badaladas é a Fuck You, que ela compôs por odiar o Bush (e quem não odeia..), já viram tudo né! Então vamos de Lily Allen diretamente a todos os mau humorados, odiadores de açúcar, chupadores de limão ou como queiram denominar!

“Do you, do you really enjoy
(Você, você realmente curte)
Living a life that's so hateful?
(viver uma vida tão odiosa?)
'Cause there's a hole where your soul should be
(Porque há um buraco no lugar em que sua alma deveria estar)
You're losing control a bit
(Você está perdendo o controle)
And it's really distasteful
(E é realmente nojento)

Fuck you, fuck you very, very much
(Foda-se, foda-se muito, muito mesmo)
'Cause we hate what you do
(Porque nós odiamos o que você faz)
And we hate your whole crew
(E odiamos toda a sua corja)
So please don't stay in touch”
(Então por favor nem mantenha contato)

Continuo meu caminho, abençoada por Deus e bonita por natureza!

Então florzinhas de minha vida, muita luz em nossos caminhos, proteção, luz, fé e coragem!

E Smileeee!
Sempreee!!!


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Hibernar ou Florescer?


Ciclos se abrem e se fecham. Amizades, trabalho, família, amores e até a vida começam e terminam, mais do que isso, se transformam, criam novas faces, tomam novos rumos, e claro, sem qualquer tipo de aviso prévio.

Bem do jeitinho Nando Reis (Livre Como um Deus – Nando Reis), mando mais um desabafo... mais um “lavar a alma”.

Não fique triste assim
Não vale a pena

Há quem diga que tristeza não tem fim, mas a felicidade sim. Eu fico com as sábias palavras de Guimarães Rosa, “felicidade mesmo, ser feliz como estado permanente, não existe. Acontece em raros momentos de distração”. Nesse momento de metamorfose ambulante, alterno entre uma alegria extrema e uma tristeza profunda. Mas felicidade, ah, essa só aparece naqueles pequeninos e raros momentos, mas especiais, únicos.

Erros e acertos
São filhos do mesmo pai
E a mãe que fez a dúvida
Deu vida a certeza

Tudo bem, eu sei que penso demais. Mas confesso que tenho pensado ainda mais ultimamente. É aí que os pensamentos sombrios me encontram. As dúvidas surgem com tanta intensidade que dão nós e formam emaranhados nessa minha cabecinha inocente (e podem acreditar, porque que é inocência pura!). O que fazer? Como vai ser? Quando? Onde? O que será da minha vida? Do meu futuro? Acho que um desespero normal de recém formado...

O tempo há de mostrar
O mundo se transformar

E haja ansiedade que agüente. Mas vejo pequeninas transformações todos os dias. Por tempos decidi ficar naquela cadeira solitária sentadinha e esperando que as coisas simplesmente acontecessem ou talvez na minha clássica rotina à lá Amelie Poulain.

E haja paciência que agüente. Agora, resolvi agir, afinal, parar de se esconder é até bom de vez em quando!! Parar de hibernar.

Mais triste é quem diz
Que para um problema
Só existe a solução
Da matemática

Quem me conhece sabe que sou totalmente emoção.. embora a razão teime em aparecer de vez em quando! Como sofrem as pessoas sensíveis. Ás vezes a depressão e a solidão insistem em me fazer uma visita, mas dispenso-as rapidinho, e elas, mesmo relutantes, vão embora.

O que me faz feliz
São coisas pequenas
Um lindo arco-íris
Riscando o fim de tarde

As coisas pequenas não só me fazem feliz, mas gosto mesmo é dessas coisinhas simples e cotidianas, esses são os meus momentos raros de felicidade. Uma árvore florescendo, uma criança sorrindo, ou o melhor, quando estou dirigindo para o trabalho e toca no rádio a minha música favorita! Ahh, que felicidade!

E eu olho pra você
E vejo toda a graça
Seus olhos brilham pretos
Seus lábios sem palavras
Seus gestos com timidez
Seus dedos bem pintados
Seu rosto sem segredos
Sorrindo leite em lágrimas

O mundo realmente dá voltas. Vira ao contrário e demoramos para reparar, isso quando reparamos. Pessoas cruzam nossos caminhos novamente, mas desta vez, totalmente especial, colorindo aquele céu cinza, fazendo tudo ter cor, e quando me dou conta, já estou cantarolando ao volante, ou suspirando de saudade daquele olhar de cílios pretos.
Guarde esse amor
Ele é todo seu
Lindo como a flor
Livre como um Deus

O amor! Acho que dessa vez ele poderia aparecer. E se tudo continuar assim tenho certeza que vai. Livre, lindo, com sabor de fruta mordida... É a minha sorte de um amor tranqüilo que finalmente resolveu aparecer! Obrigada Cazuza! Obrigada Deus!

Assim, resta somente saber: hibernar ou florescer? Antes só hibernava, mas agradeço a cada instante por me fazer ver o sol, afinal, flores precisam de sol, e enfim poderei florescer novamente!

sábado, 12 de setembro de 2009

Pra você...

Queria escrever um post do meu jeitinho. Pensei, pensei, pensei e nada. Aí veio o show do Nando Reis (Ai, o Nando Reis!). E essa letra que de forma alguma requer explicações.. É isso, simplesmente isso..


Pra Você Guardei o Amor - Composição: Nando Reis
http://www.youtube.com/watch?v=kpnoEdHKib0

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar



Realmente não tem ou requer qualquer explicação. Pra você...

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Ciclos...

Fui à um casamento sábado. Uma brasileira e um húngaro. História um tanto incomum. Ela foi fazer doutorado em Paris. Se conheceram. A paixão nasceu. Maio chegou e ela teve que voltar à terra natal. Junho, julho e ele veio. Da Hungria mesmo. A pediu em casamento. Não podiam mais viver um sem o outro. E um novo ciclo começou.

Ciclo, transformação de um sistema que volta ao seu estado inicial.

Momento incomum na minha vida. De fechar ciclos. De começar novos. Trabalho, estudos, amigos e amores.

Quero me arriscar, me apaixonar, amar loucamente.

Como minha amiga Mini diz, "Coragem, o que a vida quer da gente é coragem". Quero ser corajosa. Chega de medo.

Tão longe mas tão perto, tão perto mas tão longe.

Te quero assim, sem medo. Só te quero.