
Começo com um trecho cantado por Maria Gadú, no nome bastante sugestivo da música "Tudo diferente":
"Todos caminhos trilham pra a gente se ver
Todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu"
Todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu"
Apesar do nome, pra mim continua sendo tudo igual. Quero "altas" dessa história de amor, de joguinhos de conquista, de falar nas entrelinhas.. A verdade me ofusca: não se trata de utopia, mas de banalização.
Meu Deus! Como demorei para pensar nisso. Sim, demorei. Mas antes tarde do que nunca.
Admito que sou antiga, daquelas que gostam de romance mamão com açúcar, de histórias de príncipes e princesas e de "happy endings".
"Não, não, não suporto mais, prefiro andar sozinha como sou.."
Não quero "ser o amor" até que seja amada de verdade, não quero participar dos seus planos se eu não faço parte deles, não quero que cante a minha vida com as suas letras.
Preciso manter os pés enraizados no chão, nada de devanear, ou criar mundos cor-de-rosa por enquanto.. "Dia e noite céu de pé no chão, o detalhe que o coração atenta".
Antes de qualquer amor, o amor-próprio. E quando eu puder amar alguém perto do quanto me amo, aí sim valerá a pena.. Complexo né? Nem tanto.
Volto à fase que os homens tanto adoram, "no momento quero priorizar minha vida profissional". Não quero amigos, inimigos, nada..
Porque, como cantou meu querido Hebert Vianna, "solo quiero saber lo que puede dar cierto no tengo tiempo a perder"!




